UMA OPERAÇÃO CASADA – TERRAS INDÍGENAS E RESERVAS MINERAIS

Por Humberto de Luna Freire Filho

Terras indígenas? Mas índio não tem terras, o que significa isso? Eufemismo para esconder o que? Eu aprendi desde a escola primária que existem terras brasileiras, somam mais de 8 milhões de km² e abrigam hoje 210 milhões de brasileiros. Não entendo nem aceito, na condição de cidadão, que 40% do território brasileiro sejam entregues a 250 mil índios que nada produzem, e ainda se prestam para atender interesses de grupos internacionais, que aqui aportam travestidos de ONGs para explorar nosso subsolo. Mineradoras norueguesas, comecem a cavar gelo!

Infelizmente essa imoralidade chamada  de “demarcação de terras indígenas” recebe apoio e vem sendo coordenada pelo Ministério Publico Federal (MPF), órgão oficial aparelhado e doutrinado pelo imoral Partido dos Trabalhadores (PT) por décadas. Os paus mandados dessa esquerda podre que lá atuam rejeitam qualquer medida para flexibilizar o Código Florestal, medida essa que facilitaria a exploração sustentável das riquezas do subsolo. O desaparelhamento do MPF se faz necessário para o bem do país. O subsolo do Brasil não pertence aos índios nem às mineradoras internacionais.

Já estive em  Porto Velho, capital de Rondônia, e em conversa com alguns nativos, principalmente da periferia da capital, pude constatar que a pobreza se espalhou depois que a mineração “artesanal” passou a ser proibida por estar sendo realizada em  “terras indígenas”, porém as mineradoras internacionais em conluio com outro órgão público aparelhado pela podridão da esquerda, a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM),  exploram as principais jazidas inclusive permitindo o trabalho de crianças que passam o dia  cobertas de lama dos pés à cabeça e no final do dia até parecem bichos saindo das tocas.

MINERADORA INTERNACIONAL EM RONDÔNIA
Rondônia ultrapassa produção de 10 mil toneladas/ano de cassiterita
IMAGEM: RD Rondônia Dinâmica

Outro estado que empobreceu foi Roraima com a criação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, que em 2009 por decisão final do Supremo Tribunal Federal confirmou a homologação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, determinando a retirada dos não indígenas da região. Essa reserva ocupa uma área de 1,7 milhão de hectares, antes produtiva e relativamente rica com a produção de arroz e que hoje não passa de área de miséria e de conflitos entre índios e não índios. Até hoje, outro chiqueiro da esquerda, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), tenta assentar os agricultores desalojados de suas terras.

BRAVOS TRABALHADORES DA RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL – RORAIMA
Índios dançam o parixara típica da cultura macuxi, etnia que é maioria na Reserva Indígena Raposa Serra do Sol — Foto: Emily Costa/G1 RR
IMAGEM: G1 – Roraima – Rede Amazônica

Há mais ou menos 5 anos fui a Boa Vista, capital do estado de Roraima, trafegando por rodovia federal e por incrível que pareça tive que pagar pedágio para índios antes de chegar à capital  e também na volta, caso contrário não poderia sair do estado. Tem mais, foi o pedágio mais caro que já paguei em todas as minhas viagens terrestres, que não foram poucas, pelo Brasil, América do Sul, América do Norte, Europa. Escandinávia e Ásia. Quando é que vamos ser primeiro mundo? Quando vamos ter um MPF, um STF, um Congresso que defendam os interesse da nação e a proteja das organizações internacionais interessadas em nos colonizar pela 2ª vez, e para que finalmente possamos chamá-las de instituições nacionais?

Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruptos

Facebookmail

14 ideias sobre “UMA OPERAÇÃO CASADA – TERRAS INDÍGENAS E RESERVAS MINERAIS

  1. Irretocável explanação do tema, como sempre, Humberto!
    É triste, revoltante, e desanimador encarar tudo o que foi feito contra o Brasil como um todo, pela politicalha bandida nas últimas décadas!
    E os 16 anos de pt foram a pá de cal em todos os segmentos importantes da sociedade, com golpe fatal inclusive no que há de mais sagrado numa Nação, que é a sua Soberania!
    Resta-nos lutar ao lado dos homens de bem que assumiram este navio naufragado, pra tentarmos recuperar nossa dignidade!
    Que os céus conspirem a nosso favor, porque não será nada fácil!

  2. Considero a demarcação de terras indígenas é um GRAVE DESRESPEITO ao Senhor José Maria da Silva Paranhos Júnior o Barão do Rio Branco, que tanto lutou e conseguiu consolidar todo o nosso território nacional, com suas negociações bilaterais, tendo inclusive obtido vitória sobre a França quanto a demarcação da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suíço, bem como, em 1903, assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em relação ao território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e pequenas concessões territoriais. Esta é a mais conhecida obra diplomática de Rio Branco, cujo nome foi dado à capital daquele território (hoje estado). Em 1909, após 6 anos de negociação e tensões com o governo do Peru, assina o Tratado Velarde-Rio Branco, consolidando a posse brasileira do Acre perante o Peru.
    Ou seja, com essas demarcações o Brasil simplesmente CRIOU FRONTEIRAS dentro do próprio Brasil, e não é à toa que os interesses de outros países, sabendo de antemão, que países não são amigos mais têm interesses, cresceram a olhos vistos pela imensa riqueza que tem a Amazônia. O que nos resta agora é eliminar essas fronteiras internas e propiciar a região amazônica um crescimento sustentável. E não resta dúvida que o Brasil tem condições de fazer.

  3. Lamentável tudo isso, ate desconhecia essa situação muito embora volta e meia surja esta questão de terras indígenas e a manipulação covarde deles por essas entidades aqui ressaltadas por você.Se o índio e não digo a maioria, talvez, e o que é hoje em função da manipulação desses órgãos comporta-se assim por causa dos brancos que passam a eles todo o tipo de senvergonhice e exploração..Muito triste esse quadro e que a maioria da população brasileira desconhece, tenho certeza disso e a falta de honestidade dessa “troupe” de bandidos à frente desses órgãos e a falta de fiscalização..Até quando isso continuará acontecendo e seremos o tão sonhado pais de primeiro mundo??? Humberto, o Brasil é muito grande e uma vez li que deveríamos dividi-lo pela metade e termos duas administrações a fim de melhor controle de terras e controle da corrupção??? Parabéns por expor tão grave problema e que o governo atual possa fazer uma varredura e acabar com essa imoralidade. Nao sou contra a demarcação e que os índios tenham o respeito por suas terras para que possam continuar cultuando suas tradições e desenvolvendo trabalhos para sua sobrevivência no local em que vivem. Longe disso os brancos os introduzem na politica da má exploração quando fazem o que fazem induzindo-os a imitarem o que tem de ruim nas atitudes desumanas dos brancos!!!

    • Lilian, nas minhas andanças também tive a oportunidade de conversar com alguns índios e percebei que os mais jovens não querem ser vistos como animais raros de zoológico para deslumbre de visitantes. Eles querem vir para os centros urbanos, eles querem telefone celular, eles querem comprar motos. É por aí.

  4. Eu também discordo da farra da demarcação de terras ditas indígenas no Brasil, Humberto. Acho um absurdo, por exemplo, o que fizeram com o estado de Roraima, transformando uma área imensa daquele estado, que produzia arroz, e que gerava riqueza, numa reserva indígena gigantesca, para isso expulsando os agricultores que cultivavam aquelas terras. Eu conheci essa região, hoje chamada Reserva Serra do Sol. Minha primeira graduação foi geologia (anos depois cursei faculdade de direito). Isso ocorreu em 1974. Em 1975 eu fazia parte do projeto Molibdênio em Roraima, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, razão pela qual eu participei do mapeamento geológico de boa parte daquela área, mais precisamente nas imediações da localidade de Vila Surumu, a menos de 100 quilômetros da divisa com a Venezuela, de onde hoje milhares e venezuelanos fogem para nosso país. Eu acabei não participando da parte final do trabalho, mas no tempo em que permaneci trabalhando ali, eu pude perceber que o número de índios naquela região era muito pequeno, sendo que a maior parte deles era totalmente aculturada. Muitos trabalhavam nas fazendas de gado que existiam por lá, eis que naquela época não se plantava arroz no referido estado. Aliás, Roraima ainda era território. Transformou-se em estado anos depois. Humberto, até concordaria com a cessão de uma área para esses indígenas, mas não a imensidão de terras que foi outorgada a eles. Outra coisa, sou contra a forma como os índios são tratados no Brasil. Acho que esses índios deveriam ser integrados à sociedade, para que pudessem participar do desenvolvimento do país. Isso não impede que mantenham suas tradições, seus costumes, suas crenças. Mas o índio não pode ser tratado como um incapaz para sempre. E parece ser isso o que os especialistas no assunto querem. É aquela velha mentalidade da esquerda, que quer tutelar a tudo e a todos.

    • Abel, posso estra errado, mas o que vejo nessas demarcações não passa de um apagão de nossas fronteiras norte. Depois virão normas e leis para os “diferentes povos” obedecendo a interesse de organismos internacionais.

      • Humberto, esse governo, diferente dos anteriores, tem no patriotismo uma de suas marcas. Acho que poderíamos nos espelhar nos Estados Unidos, que também têm muitas reservas indígenas, mas nada me diz que essas colocam em risco a soberania do grande país da América do Norte. Eu me lembro de que quando visitei o Grand Canyon em 2014, eu comprei meu ingresso para andar naquela passarela de vidro que fica suspensa no ar, presa só por um dos lados, chamada Skywalk, de índios. Parece-me que lá, ao contrário daqui, os índios têm autonomia para fazer seus negócios, mas também para responder por atos que violam a lei.

        • Sim é verdade Abel, mas duvido muito que os EUA iriam permitir 400 ONGs em “terras indígenas”. E mais, os índios americanos jamais seria tutelados por organismos internacionais.

  5. Tudo que vem sendo comentado, criticado, usado como arma politica para causar danos ao atual governo brasileiro, não é novidade para este velho soldado que, em fevereiro de 1957, com 23 anos de idade foi servir á Pátria no 27º Batalhão de Caçadores, sediado em Manaus, Estado do Amazonas. Nessa mesma cidade,. naquela época, funcionava o Comando dos Elementos de Fronteira que coordenava o funcionamento dos distantes Pelotões de Fronteira, comandados por jovens tenentes, sempre as voltas com a grande carências de recursos, de todas as espécies que lhes chegavam, mensalmente, por hidroaviões, os famosos “Catalinas” da Força Aérea Brasileira (FAB). A flagrante cobiça internacional conduziu as nossas Forças Armadas a dedicarem especial atenção àquela área, criando mais pelotões de fronteira, o Centro de Instrução de Guerra na Selva, vários Batalhões de Infantaria de Selva e transferindo para Amazônia várias outras Forças Terrestres. Não fosse a presença e permanente atenção das Forças Armadas à Amazônia, hoje aquela área não seria território brasileiro. Como integrante do Estado-Maior de Diretoria de Ensino do Exército, a qual o Centro de Instrução de Guerra na Selva era subordinado para efeitos pedagógicos, por três vezes fui inspecionar aquele Centro, verificando a sua excelência, não só pedagógica, mas também no concernente ao entusiasmo e extrema dedicação dos seus integrantes. Corroborando minha afirmação inicial, de que toda a atual celeuma sobre a Amazônia é uma velha novidade, aproveito estes importante espaço para acrescentar um artigo sobre Lendas e mistérios da Amazônia, datado de 7 de julho de 2003, publicado na página Internet do Mídia Sem Máscara.
    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
    Lendas e mistérios da Amazônia
    por Heitor De Paola em 07 de julho de 2003
    (em parceria com o Cel de Infantaria e Estado-Maior Jorge Baptista Ribeiro)
    Resumo: O debate a respeito da Amazônia tem sido mais de coração do que de raciocínio, mais de paixão do que de razão.

    © 2003 MidiaSemMascara.org
    Nosso problema não são os ingleses, mas os traidores.
    General Michael Collins.
    Mártir da luta pela independência da Irlanda
    O debate a respeito da Amazônia tem sido mais de coração do que de raciocínio, mais de paixão do que de razão, mais de desinformação de conveniência econômica e político-ideológica do que de esclarecimento isento. Complementando a nebulosidade, em torno de um assunto tão complexo e profundo, existem lendas e mistérios inexplicáveis à luz da razão. Nenhum ambiente seria melhor do que este para facilitar a tradicional ação esquerdista – sempre atenta às controvérsias – que divide para vencer. Esta tática é antiga e universal, tendo sido sintetizada no Império Romano pela máxima divide et impera. Agora mesmo, nos Estados Unidos da América (EUA), com o maciço apoio popular ao Presidente Bush e um eclipse parcial dos liberals esquerdistas, estes conseguiram meter uma cunha na direita e dividi-la entre a direita liberal e a religiosa ultraconservadora, com a questão da homossexualidade e das relações sexuais entre adolescentes.
    Convém salientar que, da mesma forma que pontificou o antiamericanismo nas discussões sobre a conveniência ou não das privatizações, nas questões Amazônicas, a imagem e semelhança do “nacionalismo” do carniceiro do Caribe, aponta-se os EUA como vilão, buscando-se desviar a atenção dos fatos através da criação de lendas sobre um suposto Império Ianque.
    MISTÉRIOS
    A Região Amazônica é, sem a menor dúvida, a campeã mundial em biodiversidade, contendo a maior e mais diversificada dentre as floras e faunas nativas de todo o mundo. Fala-se em 40.000 espécies, sendo 20.000 espécies vegetais endêmicas que só lá existem. Por comparação, na bela Suíça só existem duas e na Alemanha sete! Também a floresta tem madeiras em abundância incomparável e mais de 95% das reservas de Nióbio – fundamental para a indústria espacial e de defesa – estão lá. Não é à toa, portanto, que seja uma área cobiçada principalmente por empresas de biotecnologia, ligadas à indústria farmacêutica, a informática, genética, a tecnologia aeroespacial, etc.
    Por outro lado, existem riquezas algo misteriosas, como, por exemplo, a existência de um imenso lençol petrolífero subterrâneo e afirmações não comprovadas sobre imensas reservas de dezenas de outros metais nobres no seu sub-solo. Muito se fala e nada se comprova cientificamente. Se lá há tanto petróleo, por que nossa onipotente, onipresente e onisciente estatal ainda monopolista de facto não o explora, preferindo fazê-lo a custos muito mais altos em áreas profundas? Não é um mistério? Por que nossas empresas de mineração, como a Vale do Rio Doce, não se habilitam a explorar tão fantásticas riquezas minerais, logo agora que, privatizada, visa maximizar lucros? Não é um mistério? Na época deste artigo a VALE do RIO DOCE AINDA NÂO FORA PRIVATIZADA. ERA ESTATAL
    LENDAS
    Uma das lendas mais comuns, principalmente fora do Brasil, é a que versa sobre a influência da Amazônia no clima mundial, por isto chamam-na de rain forest. Já está comprovado que aquela região não é capaz de influir tão decisivamente, como se diz, sobre o regime de chuvas ou a temperatura do planeta, os quais dependem de vários outros fatores.
    De tempos em tempos ressurge a maior lenda de todas, baseada na óbvia cobiça pelo que comprovadamente existe e pelos misteriosos recursos não comprovados: a da ameaça de internacionalização da Amazônia, acabando com a soberania nacional brasileira – e dos outros países da região. O inimigo é o de sempre: os EUA. Num artigo recentemente distribuído pela Internet é citado um lendário cerco à região por vinte bases norte-americanas: ao norte, oeste e sudoeste. O cerco ianque, ainda, segundo esse escrito, seria complementado com o fechamento do leste amazônico, pela Base de Alcântara, se esta for alugada ao Tio Sam. Só que das tais vinte bases, o autor do texto só descreve como potencialmente fortes, três delas: Equador, Caribe e Suriname, cujo poderio militar é desconhecido. Então porque afirmar que são perigosas? Será que o objetivo é mesmo uma futura invasão da Amazônia? Com a ameaça cubana, logo ali adiante, não é natural que existam essas bases? As 17 restantes são bases de radar e servem para rastreamento de satélites e lançamentos espaciais. Mas como também são usadas como parte do Plano Colômbia, instituído para vigiar as atividades aéreas do narcotráfico, ameaçam realmente interesses escusos e inconfessados.
    Sempre que os EUA tem um governo forte e decidido começam a espocar acusações ao mesmo. Depois do vexaminoso e poltrão Carter, tempo em que a ONGs ficaram caladinhas, veio Reagan que identificou o Império do Mal Soviético e o enfrentou sem tergiversar. Disse claramente que iria construir o sistema de Iniciativa de Defesa Estratégica (Star Wars), colocou mísseis Cruise e Pershing – de alcance médio – nos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), para contrabalançar os SS-18 e SS-20 do Pacto de Varsóvia. O movimento antiamericanista foi ao auge. Não obstante, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) perdeu a única força real que detinha: o poder de chantagem – e, como era um urso de papel, ruiu sem um único tiro.
    Depois de oito anos de um hipócrita governo “democrata” de Clinton, cujo maior interesse eram as estagiárias – em cujo mandato também as ONGs emudeceram – o Presidente Bush, interpretando o sentimento ferido do seu povo, após os atentados de 11 de setembro, resolveu enfrentar o terror com tudo que tinha direito. Logo recrudesceu, mundo afora, uma orquestração contra os americanos, mais uma vez utilizando-se a máscara nacionalista. Seria mera coincidência a ênfase dos arroubos nacionalistas, logo depois da arrasadora vitória no Iraque e do medo despertado em todos os demais tiranos do mundo, principalmente Fidel e seu imitador de ópera bufa, o venezuelano Hugo Chaves – e talvez outros candidatos?
    FATOS
    1) Segundo o Jornal da Tarde de 7 de abril de 2003, em reportagem assinada por Rita Magalhães, os serviços de Inteligência do Exército e da Polícia Federal (PF) estavam processando informes e aprofundando investigações, para se certificarem de que propriedades rurais na fronteira com a Colômbia, pertencentes a traficantes brasileiros, estariam servindo de base para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Nessas bases, os guerrilheiros colombianos treinariam criminosos, ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Partido do Comando da Capital (PCC), para ações terroristas e demais procedimentos de guerrilha urbana. Segundo o jornal Extra, do Rio de Janeiro, o Exército e a PF, também foram informados de que os guerrilheiros das FARC transformaram a área fronteiriça com o Brasil em região estratégica. Já teriam sido identificadas propriedades de traficantes brasileiros, os quais foram alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico. Ainda, conforme noticiado pelo jornal Extra, integrantes das FARC já atuam no Estado do Rio de Janeiro e outras capitais do País, além de controlarem a nossa fronteira Norte e estarem aliciando garimpeiros de Roraima. Recente reportagem da Folha de São Paulo, assinada por Kátia Brasil, por sua vez, noticia que pequenos comerciantes brasileiros, chamados “regateiros”, abastecem, impunemente, as FARC de combustíveis, gêneros alimentícios e outras mercadorias, na região da tríplice fronteira Brasil – Colômbia – Venezuela.
    2) A floresta Amazônica tem sido vítima de queimadas indiscriminadas, feitas por maus brasileiros sob as vistas de maus governantes: EIS A GRANDE QUESTÃO! A extração ilegal de espécies nobres de madeira, por madeireiros brasileiros, tailandeses, indonésios e malaios, tem sido realizadas sob as vistas grossas dos fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA). A garimpagem indiscriminada, predadora e tecnicamente pobre, é praticada sem nenhum controle, por elementos gananciosos, todos brasileiros e, o que é pior, o minério dali extraído, principalmente ouro e diamante é, facilmente, contrabandeado para alhures, sem que o Tesouro Nacional receba um centavo de impostos.
    3) As notícias referentes às tais vinte bases americanas foram produzidas e distribuídas por uma das Organizações Não Governamentais (ONGs) que luta pela desmilitarização da Amazônia com a desculpa hipócrita de defender os nativos da região. É, apenas uma, da legião de ONGs que insuflam os índios a postularem áreas indígenas como nações independentes e fazerem “lobby” junto a políticos para aprovar tal despautério. É fato notório que a região está loteada entre as mais diversas ONGs, religiosas algumas, mas só na aparência. Entre estas uma brasileira se destaca como muitíssimo atuante: O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) – da nada católica Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, por sua atuação radical esquerdista, foi consagrada pela sabedoria popular como a CNB do B, isto é: EM nada fica devendo aos Partidos Comunistas do Brasil
    4) A “comunidade internacional” – nunca se define bem o que é isto mas é a mesma que se opõe a toda e qualquer política externa do Governo Bush – deverá dar início a uma campanha visando criar um corredor ambiental no sentido Leste-Oeste, em Mato Grosso. O objetivo é de uma “nobreza” exemplar: a preservação ambiental. Segundo o botânico Ghillian Prance, do Royal Botanical Garden – uma das ONGs comandadas direta ou indiretamente pelo Príncipe Charles – um dos maiores especialistas mundiais em plantas tropicais, a proposta dessa tal comunidade prevê a implantação do corredor ambiental, ao longo de uma das grandes estradas, como a Cuiabá-Santarém. Atualmente, a principal estratégia de preservação da biodiversidade, supostamente para o Brasil, é a da criação de corredores ecológicos entre unidades de conservação, isto é, a mesma estratégia adotada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) que assinou, em 10/06/2003, um acordo com uma ONG alemã, “extremamente bondosa” que se dedica à preservação dos ambientes naturais. Outra fonte de financiamento é a ONG Conservation International (CI), diretamente envolvida com o estabelecimento de um desses corredores oficiais – o corredor Cerrado-Pantanal. A CI adquiriu, em 1999, uma fazenda de ecoturismo de 50 mil hectares, que estava sendo desativada na região do rio Negro, no Pantanal. Tudo somado, já teriam assegurado a preservação de 200 mil hectares.
    Há dezenas de outras ONGs, pintando o sete na Amazônia, as quais me dispenso de citar, porque foge ao escopo deste artigo tecer comentários sobre as mesmas. A idéia é dar uma visão geral dos fatos separando-os das lendas.
    A ESTRATÉGIA DE OCULTAÇÃO DOS FATOS PELA DIVULGAÇÃO DE LENDAS
    A maioria destas ONGs tem ramificações em todos os níveis e setores da vida nacional, mas interessa aqui sua influência na mídia, onde ao invés de informarem fatos, plantam lendas, todas muito simpáticas. E nesse trabalho propagandístico perversor, podemos destacar: A Open Society Institute (fachada da Soros Foundation, daquele “benemérito” megainvestidor, George Soros), a Ford Foundation, a Tactical Media Fund, o Mercy Corps International, o Peace Corps, World Wildlife, Greenpeace. Fala-se até de uma ONG das ONGs, uma tal de IMAZON que estaria pleiteando a concessão de 25 milhões de acres por 60 anos.
    Corroborando o que aqui é citado, o jornal o Globo de 23 de junho de 2003, mostra os “bons olhos” do governo brasileiro, para com as concessões de glebas florestais a consórcios transnacionais exploradores de madeiras, por prazos que podem atingir até 60 anos, prorrogáveis. Sob o mesmo título – Amazônia, adeus? – prossegue aquele jornal, nessa mesma reportagem, noticiando a apreensão de sinceros estudiosos, especialistas e parlamentares de que, em princípio, existe abertura para o início do processo de internacionalização da Amazônia, caracterizado, por projetos de lei que objetivam a cessão de direitos exploratórios das florestas, para empresas internacionais e nacionais. Todas, sem exceção, funcionam nas mais diversas áreas recebendo fundos da Microsoft, da Nike e de outras indústrias, sob o pretexto de que usariam toda a dinheirama recebida para uso no alívio da fome na África. Em verdade, tais recursos são desviados para objetivos, obviamente mais nobres de encobrir, entre outras coisas, a já iniciada internacionalização da Amazônia por suas congêneres. Valendo-se do obsessivo antiamericanismo, metido em fracas cabeças brasileiras, desejosas de minutos de glória, é fácil distorcer as reais funções de bases norte-americanas, as reais intenções na proposta do acordo de Alcântara, a suposta cobiça pela água – logo de um País que possui uma das maiores bacias hidroviárias do mundo e recursos suficientes para em caso de emergência tornar economicamente viável a dessalinização da água do mar.
    Junte-se a isto as lendas criadas e difundidas, até nos cursos primários, a respeito dos índios, propositadamente chamados de “povos da floresta”, para que bem se encaixe a justificativa de que eles é que sabem preservar a natureza, quando na realidade, estão depredando a floresta e enriquecendo, com o dinheiro obtido nas vendas de madeiras nobres como o ébano, etc, que lhes permitem a compra de modernos jatinhos de altíssimo custo. E, assim, está se formado o caldo de cultura para o verdadeiro “pulo do gato”: sobrepor á noção de País – Brasil – à de Nação indígena e, ipso facto surgirem declarações de independência (1) com a formação de território de domínio internacional, sob os auspícios da famigerada Organização das Nações Unidas (ONU), a exemplo do que ocorreu na Antártida. Com a brutal diferença que esta era uma região desabitada e sem dono.
    Não se trata, portanto, de impedir a internacionalização da Amazônia, pois este processo já está avançado; trata-se de tomá-la de volta, “reabrazileirá-la”!
    QUE FAZER?
    A soberania nacional depende de competência, empreendimento e vontade política. “Não adianta xingarmos os EUA, esbravejarmos contra uma possível “internacionalização” da Amazônia. Precisamos tomar vergonha na cara e tomar conta do que é nosso”, como bem o diz Félix Mayer (2). Nada mais perigoso do que atacar o inimigo errado, pois desta forma expomos os flancos aos verdadeiros. O maior perigo para a Amazônia está dentro do Brasil e é representado pelos maus brasileiros, tais como: alguns de nossos governantes e parlamentares que ao se omitirem e/ou se locupletarem com “dinheirinhos”, que, se empregados na defesa da Amazônia, acabariam com a festança das ONGs; os criminosos regateiros que abastecem as FARC e aqueles que estão movendo campanhas anti-americanistas, ao invés de botar a boca no trombone contra a real invasão da Amazônia pelas ONGs.
    Faço, abaixo, algumas sugestões que me parecem capazes de unir todos os, verdadeiramente brasileiros, leais a sua terra e a nossa gente.
    I – Suficiente e efetiva ocupação civil e militar da Amazônia
    “Cuidar não significa fazer daquela região um ”santuário ecológico” para gringo ver e filmar, como querem muitos ecochatos de galocha.
    Cuidar, antes de tudo, é tomar posse do lugar” (F Mayer, id.), antes que alguém o faça, completo eu! Isto implica na reativação dos projetos desativados, engavetados ou postergados ad aeternum: Calha Norte, Rodovias Perimetral Norte e Transamazônica.
    O Projeto Calha Norte, proposto pelos militares, ao Governo Sarney, previa o aumento dos contingentes militares na fronteira e uma maior atuação de outros ministérios (como Saúde, Educação, etc.) e especialmente da polícia federal (pf). por falta de destinação de verbas ou contingenciamento delas, o Exército fez o lhe foi permitido, deslocando para a Amazônia grandes unidades e, inclusive, estabelecendo como prioridade número um o apoio material e de pessoal para a Amazônia. E não mais fez porque a visão curta ou a má-fé de uns tantos – nossos velhos conhecidos – lhe cortaram ou contingenciaram verbas, para tapar buracos do Tesouro Nacional, criados por favorecimentos espúrios e má gestão. Por sua vez, a PF, subordinada ao ministério da Justiça teve que se submeter aos ditames político-ideológicos de alguns dos titulares da Pasta, nem sempre portadores de um passado irrepreensível e patriótico. Não recebendo dinheiro, nem para pagar suas contas de serviços públicos e combustíveis, a PF, também fez o que lhe foi possível. Além das dificuldades financeiras, o Calha Norte foi vitimado pelo revanchismo dos vencidos em 64 e 68 que se infiltrando na mídia e a manipulando, bombardearam o projeto, qualificando-o de “coisa de milico”, portador do ranço da ditadura. Fazendo coro com estes, antropólogos dos tapetões refrigerados, desenvolveram o melhor das suas maldades , para impedir que se constituíssem e fossem mobiliados mais pelotões em áreas indígenas (…) e tudo caiu no esquecimento” (id., ibid.).
    Se o Calha Norte foi considerado militarista, imaginem-se os outros dois, relativos as estradas que também foram projetos dos governos militares e, por isso, enterrados como “obras faraônicas”. Mas é preciso lembrar que as principais rodovias americanas são denominadas Interstate and Defense Highways, com duas destinações militares: são construídas de forma a serem fechadas rapidamente e nelas serem transportados por caminhões os “silos” móveis, em caso de guerra nuclear; e assim permitindo o rápido deslocamento de tropas em caso de ataque ao território.
    Sei que as tropas que já estão lá são das mais adestradas do mundo, mas não são suficientes e estão limitadas por sabotadores, legislações absurdas e falta de recursos.
    Reforço e apoio mais efetivos ao SIVAM/SIPAM – Aliás notícia do Globo dá conta de uma situação terrível: os códigos secretos do SIVAM não estariam disponíveis para as Forças Armadas Brasileiras, mas só para a fabricante, a Raytheon, uma empresa estrangeira! A ser confirmada esta notícia o mínimo que se pode dizer é que se trata de desleixo!
    II – Investigação profunda e, caso necessário, expulsão imediata de todas as ONGs estrangeiras, sejam religiosas ou não, submetendo-se as brasileiras (como o CIMI) à rígida fiscalização.
    É claro que vão chover acusações ao Brasil, produzidas pelos que teriam seus interesses contrariados, mas temos que enfrentá-las com a mesma coragem com que bush enfrentou a propaganda que lhe foi adversa, mostrando que a sua pátria está acima da maledicência dos que desejam destruí-la. Alguém imagina que americanos pudessem ser impedidos por ONGs estrangeiras de entrar em áreas do Alaska, p. ex.? Ou que permitiriam ONGs estrangeiras em suas Reservas Indígenas? Na esteira desta medida, ruge, não mais urge investigar também as ONGs “da paz”, do desarmamento civil e todas as demais. Abrir a “caixa-preta” de tais ONGs que exploram a Amazônia impunemente , é preciso, pois, pelo que se sabe, não prestam contas de coisa alguma, a ninguém. afinal, é preciso ficar bem claro se estamos enfrentando o mesmo problema do Gen Collins.

    (1) Para ficar somente no CIMI:
    http://www.cimi.org.br/cartaresist.htm
    http://www.cimi.org.br/
    http://www.cimi.org.br/Porantim/porantim.htm
    http://www.cimi.org.br/Porantim/porantim.htm
    http://www.cimi.org.br/Porantim/porantim.htm

    (2) “A Amazônia sem Pátria” em
    http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1

    Voltar ao topo

    O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

    • Jorge, que o Exército continua tendo recursos suficientes para continuar aumentando cada vez mais a segurança de nossas fronteiras. A Amazônia é nossa.

Deixe uma resposta para Anita M. S.Driemeier Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *