Por Humberto de Lina Freire Filho
Não, não é, Donald Trump defende os interesses dos Estado Unidos e muitas das coisas que vêm acontecendo nos últimos dois meses estão sendo usadas pela quadrilha de Brasília para fazer campanha política visando a eleição do “nove dedos” para um quarto mandato. Estou me referindo ao assunto predominante; ANISTIA e DOSIMETRIA. Aliás essa palavra dosimetria me lembra os velhos tempos em que eu com parentes ou com colegas frequentávamos Botequins e pedíamos uma dose de Vodka ou de Rum Montilla e a dosimetria era realizada pelo garçom.
Mas vamos ao assunto que quero abordar. Quando ocorreu a condenação de Jair Bolsonaro, surgiu na imprensa nacional e parte da imprensa internacional uma notícia sobre a decretação pelo governo dos EUA da inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky, já que para o governo americano a condenação era injustificada. Foi motivo suficiente para a esquerda nacional classificar o ato como sendo um desrespeito à soberania nacional e desencadear a campanha do atual presidente à reeleição com o apoio de uma podre imprensa, que só noticia o que interessa a Brasília e esconder outras pensando que notícias desaparecem.
O Itamaraty, como parte da quadrilha, começou a fazer o seu dever de casa e iniciar negociações com o representantes da Casa Branca no sentido de impedir as sanções contra o ministro e até conseguiu do governo americano a suspensão temporária da punição contra o ministro. Enquanto isso surgiram as opções de ANISTIA, o que Lula sempre discordou e a mesma foi descartada pelos congressistas. Mas chega ao Congresso o projeto da DOSIMETRIA e o presidente, acreditando que não seria aprovada, inicia o seu discurso eleitoral, de que venceu a SOBERANIA NACIONAL e os direitos internacionais de alguns ministros do STF estava restabelecidos.
Ledo engano , a estratégia de Donald Trump era diferente da que pensava e com a qual contava a quadrilha de Brasília, ou seja a não aprovação da dosimetria. Caíram do cavalo, a Dosimetria foi aprovada. A essa altura e depois de ouvir as declarações de Martin de Luca, advogado do presidente americano, eu acredito que a Lei Magnitski vai voltar a vigorar. O advogado em seu pronunciamento foi irônico ao comentar a aprovação da Dosimetria e um possível veto por parte do presidente e até disse que Trump não aceita jogo duplo.
O pronunciamento do advogado me pareceu um ultimato disfarçado de comentário dirigido ao “nove dedos”, porque a retirada da lei tinha motivos claros, tinha relação com o ex-presidente condenado a 27 anos de prisão, com a liberdade de imprensa e com a liberação de presos políticos, além de outros itens plenamente justificáveis em uma democracia. Fatos esses que a quadrilha brasiliense está descaradamente violando e isso vai de encontro ao que pensa o presidente americano, que desde quando assumiu o governo em janeiro de 2025 adotou uma posição e prometeu destruir uma rede globalista construída na America Latina, que engloba o autoritarismo judicial, a censura política e a invasão das instituições pela esquerda.
Agora analisem os fatos atuais, o STF perseguindo opositores, o presidente vetando projetos de interesses da sociedade e a censura a grupos digitais. Avaliem tudo isso e acrescentem um muito provável veto do presidente ao projeto da Dosimetria, e sem esquecer que a Lei Magnitski sancionada aos ministros do Supremo nunca deixou de existir, foi apenas suspensa temporariamente e, voltando, terá validade em todo o mundo livre. Agora por favor dê sua opinião, as sansões americanas contra o país vão ou não vão continuar. Eu acho que vão continuar e com mais rigor.
Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruPTos