Por Humberto de Luna Freire Filho
O verdadeiro regime ideológico de direita, adepto do conservadorismo, de um pensamento político e de uma filosofia social, defensor da manutenção das instituições tradicionais, como a família, a religião e os costumes, não é parte da nossa desmoralizada direita que, não priorizando a estabilidade e a continuidade, adere às mudanças, desacreditando a nossa sociedade de forma gradualmente desavergonhada por puro interesse eleitoral de muitos de seus mais destacados líderes políticos.
Estamos nos aproximando de uma eleição presidencial, faltam apenas 3 meses para que o destino do Brasil seja definido, e diante de uma inegável polarização, aumentam as nossas incertezas quanto aos verdadeiros propósitos dos pretensos candidatos ditos de direita, que ao invés de se unirem se mordem. Digo isso baseado em uma análise do comportamento da elite política “direitista”, criticando seus colegas de partido e da ideologia direitista, hoje bastante fragmentada o que sem dúvida favorece o atual sistema.
Existe alguma explicação para isso? Vou arriscar a minha: os dois principais candidatos da direita à presidência da república, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, jamais iriam fazer campanha para eleger Flávio Bolsonaro, até acho que estão trabalhando para que ele não seja eleito. A direita está sendo fragmentada e o motivo é simples; já imaginou Flávio eleito e fazendo um excelente governo? Lógico que ele tentaria a reeleição com grandes chances de vitória. E daí?
Concluo o meu raciocínio. A legislação atual permite que uma pessoa ocupe o cargo por, no máximo, dois mandatos consecutivos; assim sendo o atual presidente não poderá concorrer a um novo mandato e a eleição de 2030 estará aberta a todos o que provavelmente não aconteceria com a eleição de Flavio Bolsonaro este ano. Romeu Zema e Ronaldo Caiado sabem que precisariam de muita paciência para esperar até 2034 e seria melhor a não eleição de Bolsonaro, portanto deram o grito de guerra… vamos fragmentar a direita e em 2030 seremos candidatos!
Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro se medo de corrupPTos