Por Humberto de Luna Freire Filho
Acompanhando o noticiário nacional nos últimos trinta dias vi que a ilustre figura da vez é o filho do atual presidente da República. A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de mais um inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva. A PF quer apurar suspeita de tráfico de influência por parte de Lulinha neste terceiro inquérito, que envolve empresas parceiras do filho do presidente. O primeiro inquérito quer investigar o envolvimento com o Careca do INSS em negócios com o Ministério da Saúde para a venda de cannabis medicinal. O segundo é sobre a suspeita de atuação para favorecer um empresário na estatal de tecnologia e outros órgãos do governo. Os dois primeiros inquéritos já foram autorizados pelo ministro André Mendonça.
Toda essa podridão me faz lembrar, em sentido contrário, lógico, uma literatura de cordel de “Patativa do Assaré”, pseudônimo de Antônio Gonçalves da Silva, agricultor e poeta cearense. Ele foi o criador da frase “filho de gato é gatinho”, frase pronunciada inicialmente para a mulher quando ela o avisou que estava grávida. Significa que os filhos puxam os pais, ou seja, os descendentes herdam os traços, os costumes ou a natureza de quem os gerou. Popularmente funciona como uma variação amigável ou infantilizada de ditos sobre hereditariedade, e literalmente usa a premissa para refletir sobre destinos e origens.
Em vista de todo o exposto vou formular a minha hipótese sobre o titulo que escolhi para mais esse texto, e gostaria que os meus leitores também dessem suas opiniões. Não vou dizer diretamente o que os dois citados no titulo são ladrões, vou classificá-los como sendo atuantes em, digamos, “áreas fronteiriças” da administração pública se beneficiando e também beneficiando às suas quadrilhas. Com a devida licença de Antônio Gonçalves da Silva, digo que a famosa frase hoje ganhou também um sentido político além do familiar, do popular e do literário.
Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruPTos