BRASILIA, EX-CAPITAL DA REPÚBLICA, HOJE BALCÃO DE NEGÓCIOS

Por Humberto de Luna Freire Filho

O Brasil hoje vive o famoso Presidencialismo de Coalizão, esse termo foi cunhado pelo sociólogo Sérgio Abranches em 1988 e para tal ele deu a seguinte definição –  “O Brasil é o único país que, além de combinar a proporcionalidade, o multipartidarismo e o ‘presidencialismo imperial’, organiza o Executivo com base em grandes coalizões. A esse traço peculiar da institucionalidade concreta brasileira chamarei, à falta de melhor nome, ‘presidencialismo de coalizão’.”

GOVERNO DE COALIZÃO é uma característica do Parlamentarismo, um Sistema de governo e não uma FORMA de governo, é através da coalizão que o primeiro ministro cria a sua equipe de governo. No Brasil, que atualmente vive o mais sujo e decadente período político da sua história, apareceu no podre Congresso uma facção criminosa apelidada  de “centrão” que em conluio com um Executivo, não menos apodrecido, criou o “PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO”.

Essa excrescência que atualmente vigora no país, só em emendas parlamentares, custa ao cidadão brasileiro que trabalha 8 horas por dia e seis dias por semana, 60 bilhões de reais anualmente, dinheiro surrupiado dos seus impostos, dinheiro esse que deveria ir para a educação e para a saúde, mas infelizmente é canalizado no porão dos três poderes. Brasileiros, trabalhem mais, você já custeia os salários e mordomias de 513 deputados e 81 senadores, e como se não fosse bastante agora vão aumentar o número de deputados para 531.

Só para por números aos gastos, vou citar apenas dois: cada quadrilheiro da Câmara recebe R$ 37 milhões por ano em emenda parlamentar para distribuir com seus cupinchas na compra de votos e outras imoralidades, e mais R$ 69 milhões vão para Senado com a mesma finalidade. Multiplique esses valores por 513 deputados e 81 senadores e teremos um total de R$ 54 bilhões jogados no lixo anualmente em emendas parlamentares. Repito o apelo feito acima; brasileiros vamos trabalhar também no domingo!!! . O Brasil precisa de nossa ajuda.

Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruptos.

 

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18 pensou em “BRASILIA, EX-CAPITAL DA REPÚBLICA, HOJE BALCÃO DE NEGÓCIOS

  1. Os 513 já não fazem nada como representantes do povo,, prá que aumentar, só aumento de despesas,que serão pagas pelos contribuintes!

    • Sig, vai faltar poltronas no plenário da Câmara, mas a sorte nossa é que exitem alguns parlamentares que gostam de sentar no colo de colegas, assim estaremos livre de mais uma despesa com a compra de novas poltronas.

  2. Seja de direita ou de esqerda, o centrão sempre vai mamar nas nossas custas.
    Onde houver uma propina, estará o centrão com seu apetite por dinheiro e poder.pobre brasil

    • Fabio, o centrão é mais uma das excrescências desse país decadente, controlado por corruptos infiltrado nos três poderes da República.

  3. O a mãos me encomoda e ver um congresso ressalvadas as exceções voltadob apenas para seus interesses alguns destes interesses nada republicanos, trocando votos por liberação de emendas. Enqto isso o povo q o elegeu sucumbe a própria sorte. Aumentar o número de deputados e à demonstração inequívoca de q não estão preocupados com o aumento de gastos e sim a fomentar a gastanca. Simples assim!

  4. Primo, voltamos a época da escravidão, inacreditável tudo que está acontecendo nessa republiqueta. O povo brasileiro não aguenta mais com tanta safadeza. Que esses 3 poderes se explodam pq não dá pra aguentar mais!!!

  5. Amigo Humberto, o Brasil já foi a óbito há muito tempo, é um país em franca decomposição. Brasilia é apenas o fogo fátuo!
    A corrupção é algo alarmante, tenho 63 anos de serviço público e nunca imaginei me deparar com o cenário atual, onde o roubo do dinheiro público é alarmante
    e acintoso para intimidar !

  6. Humberto, verdadeiramente esse é um dos grandes problemas do Brasil. Temos grande parte da população que aceita qualquer determinação que venha de Brasília. E geralmente ela vem para beneficiar muito mais a classe política do que o brasileiro. Humberto, eu poderia falar de um montão de coisas erradas no Brasil em seu espaço, mas obviamente isso seria penoso para mim e mais ainda para você. A questão das emendas é só uma delas. Interessa muito mais ao parlamentar do que ao cidadão comum. Eu sigo quase que diuturnamente a luta do governo Milei, que tenta mudar a mentalidade do argentino depois de muitos anos de frustração desde a volta à democracia, no início dos 80. Muito parecido com o que ocorreu aqui. Notar que Nestor Kirchner e Lula assumiram as respectivas presidências em 2003. Ambos os países foram tomados pelas manobras bem sucedidas do Foro de São Paulo. O que chega com Nestor lá e Lula aqui? Flerte com ditaduras de esquerda mundo afora. Aparelhamento das instituições lá e aqui. Populismo corre solto. Nós contra eles. Aqui temos o Bolsa-Família, lá existem outras denominações. Muito fácil viver sem precisar trabalhar. Sindicatos cada vez mais fortes por aqui. Lá a CGT é forte desde a chegada de Perón em 1945. A coisa estava tão feia por lá que os argentinos acordaram. O kirchnerismo, tão corrupto quanto sua versão tupiniquim, o PT, tinha colocado o país nas cordas. Ao contrário do Brasil, a Argentina já vinha debilitada economicamente desde a primeira gestão de Perón, um populista e admirador de Mussolini que nunca gostou dos Estados Unidos e que recebeu de braços abertos alguns dos criminosos nazistas mais notórios, como Adolf Eichmann, por exemplo. Ou seja, a Argentina já vinha sofrendo uma desindustrialização desde os anos 50. Por isso a sua economia chegou ao fundo do poço ao final do governo de Alberto Fernandes, um fantoche kirchnerista. Milei vem fazendo um trabalho extraordinário, mas enfrenta forte oposição, pois ele não aceita fazer muitas concessões para o Centrão de lá, a porção mais moderada do peronismo. E outra, ele fincou o pé na chamada batalha cultural. Ele não arreda o pé disso. Mas a Argentina hoje ja é vista de outra maneira pelo mundo. Milei vem fazendo o que pode ser feito por aqui.

    • Abel nas primeiras décadas do seculo XX a Argentina passou por um período de grande crescimento econômico, atraindo imigrantes europeus e alcançando um PIB per capita superior a países como Alemanha, França e Itália em alguns momentos. Infelizmente com a chegada de Peron e sua famosa “Evita” a Argentina começou a descer a ladeira. Quanto você citou o fato da maioria dos brasileiro engolirem sapo, eu lembrei do que disse um jornalista há alguns dias – “o Brasil precisa ser menos Brasília”.

  7. Humberto, da mesma forma que a Argentina afundou nas profundezas do pântano kirchnerista, o Brasil se emaranhou no matagal petista, de onde ambos os países tentam se safar. A Argentina deu o ponta-pé inicial primeiro, com Milei. Ele e a Argentina se livraram de Cristina Kirchner, que não está presa junto com seu marido, Nestor, porque ele faleceu em 2010. Com a morte do marido, Cristina tomou as rédeas da corrupção estatal no país vizinho. Já foi condenada no processo conhecido como Vialidad (termo equivalente ao nosso Ministério da Infraestrutura). Pegou seis anos de prisão mais a perda dos direitos de se candidatar a cargo público novamente. Devido ter mais de 70 anos, ganhou o direito de prisão domiciliar. A roubalheira foi com a construção de rodovias, principalmente. Foi tão na cara, que não foi difícil para o MP de lá (Fiscalia) juntar as provas. Assessores tanto de Nestor quanto de Cristina arrebanharam uma fortuna de dar inveja a muito milionário mundo afora. Obviamente, nenhum bem em nome deles foi encontrado em Havana ou em Caracas. Quase tudo em Nova York e Miami. A coisa foi grande. Padrão Petrolão. Calcula-se que a roubalheira dos Kirchner com seu bando tenha somado algo em torno de 900 milhões de dólares. Além do processo Vialidad, Cristina está respondendo a outros dois processos por corrupção: Quadernos e Sauces. O quarto processo envolve sua participação na proteção dos autores (iranianos) de dois terríveis atentados nos anos 90, um deles contra a Embaixada de Israel e outro contra a AMIA, uma entidade judaica de Buenos Aires. Quase cem mortes resultaram dos dois atentados. Mas Milei ainda tem contra seu governo a herança maldita do kirchnerismo, que cooptou grande parte do peronismo. Essa turma acostumou-se a viver às custas do estado. Milei também prega a política de menos estado. Poder-se-ia dizer menos Buenos Aires e mais Argentina. Ele vê com muito bons olhos não só Trump, mas também Bolsonaro, Meloni, Bukele. A Argentina está no caminho certo. Mas ainda tem terreno minado pela frente. Temos que fazer o mesmo aqui.

    • Abel, Argentina de Milei olha para o mundo livres, para as democracias, enquanto o Brasil do “ensebado de nove dedos”, olha para a Venezuela, Nicarágua, Cuba, Colômbia, Irã, China, Russia. Que Deus tenha pena do Brasil.

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