PESQUISAS ELEITORAIS

Por Humberto de Luna Freire Filho

Hoje resolvi falar um pouco sobre as pesquisas eleitorais. Segundo a ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, baseando-se  em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), verificou-se que das 943 pesquisas de intenção de voto oficialmente registradas na Justiça Eleitoral entre 1º de janeiro e 14 de abril, 432 foram pagas com “recursos próprios”. Pergunto e as outras 500 quem financiou?. Parece que alguma coisa não está muito correta nessa história.

Uma empresa de pesquisa, como qualquer outra empresa, vive da venda dos seus serviços. Em vista dessa realidade comercial me chamou a atenção o que disse o cientista político João Francisco Meira, sócio-diretor do instituto Vox Populi e membro do conselho superior da Abep, disse ele: “O volume que esse tipo de prática atingiu é um verdadeiro escândalo nacional”. Li  também uma Notícia da ABEP dando conta de que em menos de quatro meses, essas empresas deixaram de faturar R$ 3,3 milhões em pesquisas com nomes de pré-candidatos a prefeito e a vereador. Então vão cobrar das prefeituras e das câmaras municipais posteriormente?

Eu não valorizo nenhuma pesquisa de opinião visando possível acontecimento de médio ou de longo prazo, como é o caso das pesquisas de intenção de votos para as próximas eleições. Outro fator que precisa ser levado em conta é o nível cultural dos entrevistados, isso resulta em uma grande diferença de julgamento entre o púbico entrevistado no Brasil e o público entrevistado em uma Inglaterra, uma  Alemanha ou uma Suécia. Não estou me referindo a posição ideológica (esquerda ou direita), eu me refiro a nível cultural.

Um bom exemplo para essa minha posição relacionada às pesquisas, principalmente as de cunho político eleitoral  é a realizada pela ATLAS/BLOOMBERG publicada hoje,  mostrando que o pré candidato Fávio Bolsonaro perdeu 7 pontos percentuais para o atual presidente em consequência do seu “possível”, até o momento não comprovado, envolvimento com Daniel Vorcaro. Os entrevistados demonstraram ser contrários a corrupção, eu também sou.

Essa atitude vai ao encontro do meu conceito sobre a baixa credibilidade das pesquisas no Brasil porque nos falta o principal, A CULTURA.  Esses 7% de entrevistados que mudaram de lado agora darão seu voto para um candidato, há muito, mais precisamente há 23 anos, reconhecidamente corrupto, foi condenado a 20 anos de prisão, mas quem tem “amigos ” na suprema corte não fica preso. Encerro meu texto com mais uma pergunta. O Palácio do Planalto é “FREGUÊS” de qual empresa de pesquisa?

Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruPTos.

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14 pensou em “PESQUISAS ELEITORAIS

  1. Pesquisa eleitoral nunca dá contra o sistema que justamente pra eles fraudarem as eleições é no final “bater” com a pesquisa.

  2. Não acredito mais em nenhuma pesquisa,muitas são manipuladas,ou compradas , infelizmente nosso país não tem credibilidade.

  3. Boa noite! A muito tempo, a população do nosso País, foi enganado por esses corruptos, antes era por baixo dos panos agora é na cara de qualquer um e nada acontece, porque é um tentando cobrir o outro para não serem presos ou investigado, não é possível um País ser passado a limpo se não houver uma mudança de Caráter desses que se dizem autoridades do nosso País em todas ás esferas Nacionalmente.

    • Edvaldo, esperar mudança no caráter dessa corja que domina o país é puro sonho. Eu acredito que o Brasil precisa investir pesado em educação para que a médio ou logo prazo a coisas mude.

  4. Humberto, eu confesso que não me aprofundei neste tema “pesquisas eleitorais”, mas sei muito bem que a turma da esquerda sempre dá um jeito de “fazer o diabo” quando se trata de se manter o poder ou tentar chegar ao mesmo. E é toda esquerda, mesmo a menos radical. Toda ela diz amém para o “Paizinho dos Pobres”. O que me preocupa mais neste momento é a facilidade com que as direitas brasileiras gostam de discutir entre si. Agora estão chamando Rodrigo Constantino de Reinaldo Constantino, em alusão ao neo-petista Reinaldo Azevedo. O Constantino real teria dado sua opinião a respeito dos contatos de Flávio Bolsonaro e Vorcaro, o que desagradou muito a turma mais bolsonarista dessas “direitas”. Também o jornalista Luiz Ernesto Lacombe também teria “desafinado” e já não teria mais lugar no panteão dos “heróis nacionais da direita”. Sem contar Romeu Zema, que passou a ser o traidor número 1 deste mesmo segmento. Humberto, o que eu quero dizer é que a esquerda se mostra um monolito, um bloco sem fraturas, todo em favor do atual presidente. Pode dizer as besteiras que ele costuma dizer a cada hora do dia. Para a Globonews, para o UOL, para toda galera da esquerda, está tudo bem. Agora, bastou alguém da direita falar algo que difere um pouquinho do que pensa a bolha bolsonarista, pronto, é o bastante para começar o ruído. Já começam a dizer que o cara está ajudando o PT. Este é apenas um dos males de grande parte da direita brasileira: obedecer cegamente uma linha de pensamento, tal qual fazem os esquerdista: se Lula falou, está falado. Se a direita, ou as direitas, não, entenderem que o adversário, ou o inimigo, é Lula e o PT, corremos um grande risco de termos de aguentar um governo Lula-4!

    • Abel, a verdade é que hoje sinto nojo de esquerda e de direita. Reduzi bastante a minha leitura e a minha audiência no que se refere a essa política podre reinante no país. Ainda leio um pouco só para não encerrar definitivamente o bloguinho.

      • Muito compreensível, Humberto. É o mesmo sentimento meu. O trabalho de remover a esquerda do poder é fundamental. Qualquer desvio de atenção da direita favorece o Paizinho dos Pobres e sua turma. Agora, consertar o Brasil, ou ao menos recolocá-lo nos trilhos da normalidade democrática, isso exigemuito mais. Lula e a galera da esquerda não são os únicos obstáculos a serem transpostos.

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