UM SANTUÁRIO NA PAPUDA

Por Humberto de Luna Freire Filho


IMAGEM: taubate.educacaoadventista.org.br

O Partido dos Trabalhadores (PT) criado para defender a ética e a moralidade pública, hoje não passa de uma fossa transbordando e exalando odores fétidos que atingem o país de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Há treze anos o partido assumiu a condição de criadouro de corruptos e dia a dia foi se aperfeiçoando a ponto de hoje suas próprias crias e os adotados ficarem totalmente desprovidos de caráter, o que facilita sobremaneira as suas ações no ataque aos cofres públicos. Não existe no partido uma única alma viva honesta, aliás ser desonesto é condição “sine qua non” para ingressar no bando.

Mas vamos fazer justiça: o fundador do partido e seu atual presidente de honra, não tem nenhuma responsabilidade ou culpa pelos desvios de seus súditos, ele não lhes ensinou isso nem comandou nenhum tipo de podridão, ele é um homem honrado, negou-se terminantemente a receber de presente um apartamento tríplex, um paradisíaco sitio em uma estância mineral e rejeitava constantemente a abertura de contas em paraísos fiscais. A única coisa que o honrado Luiz Inácio Lula da Silva não abria mão era de suas palestras mundo afora e sempre acompanhado da segunda dama.

Essas “palestras” eram dadas para empresários dos mais variados ramos de atividade, o que lhe rendia R$ 13.000 por minuto e que somaram mais de 1.500 durante seu período de governo. Se vivo Albert Einstein, aquele retardado mental que desenvolveu a teoria da relatividade geral ao lado da mecânica quântica, sem dúvidas sentiria muita inveja do apedeuta. Mas esse mundo é cruel, veja o que infelizmente aconteceu com esse gênio tupiniquim. Depois que deixou o governo não consegue mais convites para palestrar, foi totalmente abandonado pelas empreiteiras que roubavam o governo com obras superfaturadas no exterior.

Mas para não perder o hábito, Dom Luiz Inácio Lula da Silva, há poucos dias, convocou uma leva de blogueiros amestrados, pagos pelo PT e pelo Instituto Lula com dinheiro roubado da Petrobras e lá na sede do muquifo, em ambiente fechado, confessou ser a alma viva mais honesta do mundo. Esse fato vazou e simplesmente comoveu o mundo. O Vaticano por ordem do Papa Francisco determinou que de imediato, quebrando toda uma liturgia, fosse decretada sua canonização. Hoje São Lula de Nazaré é o “protetor dos corruptos”, está com uma menor audiência e dirige-se a um público diferente, mas conformado e trabalhando incessantemente enquanto aguarda decisão da justiça brasileira para inaugurar seu santuário na Papuda.

Humberto de Luna Freire Filho, médico

 

14 ideias sobre “UM SANTUÁRIO NA PAPUDA

  1. Parabens Humberto Luna.
    Pelo seu conhecimento, por saber dizer o que muitas pessoas gostariam de dizer (inclusive eu) e pela sua coragem e empenho em divulgar as nossas mazelas.
    Faco minhas as suas palavras.

  2. Perfeita análise desse partido que iniciando-se como um novo marco para mudar a política, transformou-se rapidamente no que de pior pode acontecer no poder, esfacelando as esperanças dos que aguardavam uma mudança no comportamento da classe dirigente.
    O pior é que além da desonestidade gritante e escancarada nos atos desses governos petistas, aliou-se a maior irresponsabilidade, destemperança, incapacidade que já esteve reunida para condução do nosso país.
    A desconstrução do caminho pavimentado pelo plano Real que objetivava colocar nosso pais no rumo das repúbblicas exitosas é o pior legado desse nefasto partido que tardiamente volta à mediocridade de onde nunca deveria ter saído!

    • Sergio, a construção de nosso país é secundário para a quadrilha dominante. A prioridade sempre foi sedimentar a permanência definitivamente no poder.

  3. O Lula e a Dilma são cartas fora do baralho, mas o senhor e os que queriam a saída do PT do poder, com razão, continuam só se preocupando com ele enquanto Temer está entregando as jazidas de petroleo a preço de banana, retirando direitos trabalhistas, aposentadoria a 75 anos, 80 horas semanais de carga horária e etc. Eu penso no meu filho, e nos jovens da mesma idade, entrando no mercado de trabalho agora com essas mudanças criminosas desse governo golpista. A Fiesp patrocinou ou pixulecos gigantes,os patinhos, e agora cobra o investimento feito na massa de manobra verde-amarela. Acorda doutor…..

    • Reinaldo, por favor, leia meu comentário publicado no Estadão de domingo (Fórum dos Leitores) é provável que você mude de ideia. Não defendo partidos, defendo competência, honestidade e cidadania.

  4. Prezado sr dr Humberto, antes de tudo desejo ao sr e sua Exma Família um excelente e próspero ano novo de 2017, muito melhor que o anterior e pior que os próximos.
    Eu estou sentindo a sua falta nas páginas da internet! O que aconteceu? Saiba que não podemos desanimar com os atrevimentos dos contrários que não honram a sua própria pátria. Nós temos o dever de não desistir, pois isto é o que eles mais desejam e tentam conseguir de nós, combatentes!
    Eu fiz um abaixo-assinado das inundações em São Paulo, estou sofrendo muito com os contrários, até bloqueio na minha página do Facebook e na do “abaixo-assinado”. É incrível, mas é verdade! Não sei quem foi que pediu e porque!
    Vou lhe enviar uma cópia do “abaixo-assinado” onde há informações técnicas de engenheiro especialista em drenagens de grandes áreas (sr Geert J. Prange) com mais de meio século de experiência. Não sei se o sr conseguirá entrar na página para ler.
    Ficarei imensamente grato e contente se o sr ler e também dar a sua valiosa opinião para ajudar nessa luta. Abraços.
    Obs: Tudo que envio no seu e-mail, voltam. Há outro?. Abraços.

  5. Dr. Humberto, eu estou nesta luta por São Paulo, se o sr puder dar uma lida e a sua opinião, ficarei muito agradecido. O Facebook já bloqueou a minha página e também a do “abaixo-assinado”. Não sei quem foi e porque. Mas estou procurando esclarecimentos para resolver. Tenho certeza que a sua opinião será muito valiosa para mim. Antecipadamente lhe agradeço.
    Benone Augusto de Paiva.
    Prezado Sr. Benone:

    Seu pedido é uma ORDEM para mim. Portanto, lá vai:

    Geert Jan Prange – Holandês, Engenheiro Naval, 76 anos, formado pela Escola Politécnica da USP em 1965, registrado no CREA-SP sob no. 20.240/D, residente no Brasil desde 02/11/1948. Atualmente reside em Paranaguá-PR desde 1967. Trabalhou 10 anos em construção e operação de dragas portuárias e 32 anos em inspeções técnicas de navios de longo curso. Atualmente é aposentado, trabalhando ocasionalmente como consultor náutico e de dragagem. Preside a “SOAMAR-PARANÁ” – Sociedade Amigos da Marinha do Paraná, por possuir as medalhas “Amigo da Marinha” e “Mérito Tamandaré” e também é portador da Ordem do Mérito Naval, no grau de Oficial.

    Muito grato pela deferência e, cordialmente.

    G.J. Prange

    (41) 99630-1122 – Paranaguá-PR

    Em 2016-11-24 15:17, benone2006@bol.com.br escreveu:

    Sr Prange, eu estou fazendo um abaixo-assinado pedindo um projeto adequado de combate as enchentes em São Paulo e quero citar o seu nome como fonte de orientação técnica para elaboração de um bom projeto. O senhor concorda? Se concordar; por favor, me informe o seu nome completo. Antecipadamente agradeço e a luta continua.
    Benone.

    Colabore assinando.

    https://www.change.org/p/o-governo-e-o-prefeito-de-s%C3%A3o-paulo-projeto-t%C3%A9cnico-de-drenagem-as-enchentes-em-s%C3%A3o-paulo?recruiter=37918638&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink

    O governo e o prefeito de São Paulo.: PROJETO TÉCNICO DE DRENAGEM AS ENCHENTES EM SÃO PAULO.As inundações na cidade de São Paulo não é tão difícil de solucionar como se apregoam (afirma o engenheiro holandês, Geert J. Prange, especialista em drenagen s de grandes áreas) que me enviou um vídeo sobre a difícil obra feita em Tóquio, capital japonesa, no nível do mar. E São Paulo fica 750 metro…

    Mostrar mensagem original
    Clima – as cidades não podem esperar maisPostos mais uma vez, de forma dramática, diante da questão das inundações nas áreas urbanas, os habitantes da Grande São Paulo – assim como fluminenses, cariocas, mineiros e outros -, aturdidos, perguntam-se o que se fará, o que os espera, se o que prometem governos e autoridades será capaz de evitar repetições e agravamentos.

    Washington Novaes
    21 Janeiro 2011 | 00h00

    O autor destas linhas escreve há pelo menos 30 anos sobre mudanças climáticas e “eventos extremos” – como dizem os especialistas. Constata que tiveram e têm razão os cientistas que advertiram sobre a gravidade progressiva previsível. E vê que, do ângulo do poder, a visão não foi e não é essa: em geral, os desastres são encarados como fenômenos episódicos, excepcionais, sem a gravidade progressiva. Mas essa visão não corresponde ao que acontece no mundo, onde a cada ano centenas de milhões de pessoas são vítimas desses fenômenos e os prejuízos materiais crescem na casa das centenas de bilhões de dólares anuais. Em 2010 foram 950 “cat&am p;aa cute;strofes naturais” no planeta. No Brasil, o balanço de 2010 (Estado, 6/1) é de 473 mortes em 11 Estados, 7,8 milhões de pessoas afetadas pelos desastres em 1.211 municípios, 101,2 mil desabrigados por eles (agora, mais de 700 só na Região Serrana do Rio de Janeiro). O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) identifica no País 500 áreas de risco e 5 milhões de pessoas expostas.
    Talvez uma das maiores evidências desse comportamento possa ser vista nas mais recentes inundações na cidade de Goiás, que é patrimônio cultural da humanidade declarado pela Unesco – e onde se repetiram agora, em grau menor, as enchentes de 2002 no Rio Vermelho. Naquela ocasião, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos (Icomos), da Unesco, fez uma série de recomendações. Hoje se verifica que nada foi seguido.
    Não são diferentes os casos atuais em outros lugares. Já em meados do ano passado o IBGE dizia (Estado, 21/8/2010) que só 6,1% dos municípios acompanhavam índices pluviométricos e adotavam comportamentos compatíveis. Em quase todos a situação era semelhante: bueiros obstruídos, ocupação intensa e desordenada do solo, lixo entupindo a drenagem urbana, etc. Dois meses depois (27/10), este jornal noticiava que o Sistema (estadual) de Previsão e Alertas sobre Enchentes falhara e não previra (duas horas antes, como deveria) o transbordamento de um ribeirão em Americanópolis, com vítimas de morte. Um mês antes, a Prefeitura dissera que a cidade estava “bem preparada para enchentes& amp; quot; (21/9). Mais curioso, na mesma notícia, é as autoridades municipais dizerem: “A atual gestão já encomendou pesquisas que indicam nova temporada de chuvas fortes a partir de dezembro”. De fato, neste janeiro, só até dia 11 caíram 221,2 milímetros de chuva, 93% das esperadas para o mês todo, de 239 milímetros (12/1). Melhor nem falar no Estado do Rio, onde, segundo o coordenador da Defesa Civil, caíram na Região Serrana 260 milímetros em 24 horas, ou 260 litros de água por metro quadrado de solo.
    E que poderia acontecer, se nos Rios Tietê e Pinheiros se acumulam 4,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos e outros detritos, suficientes para encher 350 mil caçambas? Que pensar, se no desassoreamento do Rio Tietê e aprofundamento da calha já foi aplicado mais de R$ 1 bilhão? Só se pode lembrar o que há anos já dizem técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente: com mais de 30 córregos e rios sepultados, sedimentos continuarão a ser carreados para o Tietê, incluindo os depositados nas cabeceiras.
    Há poucos dias, o Centro Democrático dos Engenheiros de São Paulo lançou manifesto em que lembra ser a causa principal dos problemas “a ocupação de áreas inundáveis de córregos e rios”, isto é, de áreas de inundação natural, periódica e previsível. Para isso contribuíram tanto a especulação imobiliária como populações carentes. E se somaram a erosão, dispersão do lixo, deposição de esgotos. Fora a “desconexão” entre órgãos encarregados de enfrentar os problemas. E esta última, diz o manifesto, é a questão mais grave que precisa ser enfrentada.
    Muitas pessoas tentam, em mensagens ao autor destas linhas, expor suas propostas. É o caso do engenheiro naval Geert J. Prange, com 45 anos de experiência – inclusive em projetos de drenagem -, que propõe a “sifonagem de águas pluviais para a Baixada Santista”, na tentativa de aliviar a situação da capital, já que “no último verão caíram 720 milhões de metros cúbicos de água”. Isso poderia ser feito em tubos de dois metros de diâmetro, ao longo de dezenas de quilômetros. Já o engenheiro Braz Juliano, formado há 62 anos, recomenda que São Paulo estude com atenção o sistema de drenagem profunda da Cidade do México, que está 200 me tros acima do nível do mar e para ele conduz, com poços e túneis, desde 1910, o excesso de água. Aqui, diz ele, as águas poderiam ser levadas para a Praia Grande, em direção ao Vale do Rio Juqueri.
    São Paulo não pode adiar mais algumas decisões: 1) Implantar uma macropolítica que oriente toda a questão urbana e descentralize ao máximo a administração, de modo a colocá-la o mais próximo possível dos problemas em cada lugar; 2) estabelecer rigor máximo nos licenciamentos, para evitar novos impactos (adensamentos, congestionamentos, poluição, etc.); 3) rever todas as ocupações em áreas de risco e promover o reassentamento dos habitantes; 4) exigir em cada construção um sistema de retenção de água de chuvas (para minimizar o risco de inundações), até para utilização posterior; 5) impedir mais impermeabilizaçã o de solo e trabalhar para remover parte do que está feito; 6) aperfeiçoar o sistema de previsão e alerta de eventos extremos; 7) tomar decisões inadiáveis na área de transportes (rodízio mais abrangente? Pedágio em certas áreas, para aumentar a velocidade dos ônibus? Licenciamento de novos veículos só com a exigência de retirar outros de circulação?).
    O importante é ter pressa.
    JORNALISTA
    E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *