NOSSO SISTEMA JUDICIÁRIO É IMORAL

Por Humberto de Luna Freire Filho

O nosso sistema judiciário tornou-se imoral, senão vejamos. Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de fixar o limite de 40 gramas de maconha para diferenciar o usuário do traficante, um outro órgão, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), vai fazer um mutirão nos presídios para reavaliar casos de pessoas presas pelo porte da droga. Esse mutirão foi determinado pelo próprio SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, com letras maiúsculas para não deixar dúvidas, e segundo cálculo realizado pelo Instituto  de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), a quantidade de presos que poderão, e sem dúvidas irão procurar a justiça, gira em torno de 20 mil.

O Conselho Nacional de Justiça, na minha opinião, deveria fazer um mutirão para que os milhares de processos tanto da vara cível como da vara criminal, sejam resolvidos o mais rapidamente, e nunca fazer mutirão para jogar mais presos na rua e satisfazer a vontade do ministro da justiça, sem analisar as consequências para  uma sociedade que já enfrenta 40 mil assassinatos por ano. Mas a nossa digna justiça só pensa em proteger o bandido, a vítima está em segundo plano. Basta lembrar que o homicida recebe mais que um salário mínimo, e a vitima dele ou a família da vitima não recebe absolutamente nada.

Hoje o que mais afeta o cidadão brasileiro não é a crise econômica, não é o alto índice de desemprego, é a insegurança jurídica que atua fora de seus limites e interfere de maneira negativa nos poderes executivos a nível federal e também a nível estadual e municipal. Hoje temos um Polícia Rodoviária apreendendo veículos e habilitações depois que  motorista é parado e obrigado a soprar um canudo para detectar vestígios de álcool,  produto do uso de um xarope expectorante. Sou médico e sei que esses baixos índices de álcool não interferem em nada em suas atividades diárias. Esse procedimento não passa de ato político

Mas usando o mesmo raciocínio da suposta segurança nas estradas, e com a liberação de maconha pelo STF, gostaria de saber se a Polícia Rodoviária vai usar um pinico e exigir que o motorista urine. O exame de urina é o que melhor detecta a presença do  (CBD), não é Confederação Brasileira de Desportos é o CANABIDIOL princípio ativo da maconha no organismo. Dirigir sob a influência da cannabis representa um desafio significativo para a legislação de trânsito, especialmente devido à complexidade dos efeitos do THC (causador do efeito alucinógeno) e à sua permanência prolongada no organismo. Enquanto o álcool tem efeitos mais imediatos e uma relação direta entre concentração no sangue e capacidade de direção, a cannabis apresenta uma gama variada de respostas individuais, dificultando a definição de limites.

Humberto de Luna Freire Filho, médico – Cidadão brasileiro que não fuma maconha

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